COMPAM RECOMENDA CONTINUIDADE DA SQA
O Conselho Municipal de Proteção Ambiental
(COMPAM), órgão máximo da política
ambiental de Pelotas, realizou uma Reunião Extraordinária
para tratar de diversos assuntos atinentes à gestão
ambiental.
Nesse sentido, o plenário do COMPAM, aprovou por
unanimidade o projeto, elaborado pelo Arquiteto da SQA,
Fernando Sparemberg, de requalificação da
Praça Piratinino de Almeida, o qual prevê
podas, transplante de algumas árvores, supressão
de uma árvore somente e a recuperação
da Caixa d´água francesa, após aprovação
do Instituo do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional – IPHAN.
Também foram analisados pedidos de podas e supressões
de árvores na zona urbana e rural de Pelotas. Devido
a pareceres contrários da Câmara Técnica
do Plano Diretor de Arborização (CTPDA)
e também de alguns conselheiros contrários
a corte de árvores, alguns cortes não foram
deferidos.
Ainda participaram da reunião representantes da
Associação Pelotense de Letras (APL), para
esclarecer detalhes do projeto que prevê a construção
de um portal literário na Praça dos Macacos,
no centro da cidade. O presente projeto recebeu parecer
contrário do Conselho Municipal de Cultura (CONCULT)
e esta sendo investigado pelo Ministério Público.
A APL contestou a legitimidade da decisão do CONCULT,
em razão da quórum baixo e argumentou que
tal projeto não fere os atributos da praça.
Outra questão de extrema relevância tratada
pelo COMPAM diz respeito a aplicação dos
recursos do Fundo Municipal de Proteção
e Recuperação Ambiental (FMAM), o qual conta
hoje com quase R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais).
Após apresentação e leitura dos projetos
candidatos, nos termos do Edital de 2008, conforme parecer
da Câmara Técnica Gestora do FMAM (CGFMAM),
foram aprovadas as propostas da Fundação
Tupahue e da ONG AMIZ, as quais prevêem a criação
de um Jardim Sensorial e de atividades de Educação
Ambiental. Agora os processos seguem para a Procuradoria
do Município (PGM), para elaboração
do convênio e posterior liberação
de recursos.
Mas o ponto de pauta mais significativo foi o debate acerca
da possível extinção da Secretaria
Municipal de Qualidade Ambiental (SQA), uma vez que foi
anunciada uma reforma administrativa no município,
com extinção e/ou fusão de secretarias
e alteração na tipologia dos cargos em comissão.
Diversos conselheiros, como a representante da Ordem dos
Advogados do Brasil (AOB), da Associação
de Engenheiros e Arquitetos de Pelotas (AEAP) e da EMBRAPA,
se manifestaram, considerando o dever constitucional dos
Municípios na tutela ambiental/ecológica
e a importância dos Municípios para o Sistema
Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA), pela não extinção
da SQA. A plenária do COMPAM aprovou uma moção
que recomenda a “manutenção da temática
ambiental/ecológica com status de secretaria no
âmbito da administração pública
municipal de Pelotas”.
Para o Professor de Direito Ambiental, Antonio Soler,
conselheiro do COMPAM, seria um grande retrocesso para
política ambiental de Pelotas, se a temática
ambiental não fosse da responsabilidade de uma
secretaria”. Isso aprofundaria a vulnerabilidade
dos ecossistemas e também provocaria um tumulto
administrativo para as e atividades que, necessariamente,
voltariam a buscar a Fundação Estadual de
Proteção Ambiental (FEPAM) o licenciamento
ambiental.