A SAÚDE COMO ESPELHO DAS EMOÇÕES
A teoria de que o emocional e o físico estão
relacionados é tão antiga quanto a própria
história da medicina. Há mais de 5.000 anos,
a medicina chinesa já tinha como base a crença
de que o corpo e a mente eram indissociáveis. Antes
de Cristo, o grego Hipócrates, conhecido como o
pai da medicina ocidental, admitia que é mais fácil
saber que tipo de pessoa tem uma doença do que
descobrir qual tipo de doença uma pessoa tem. Com
o passar do tempo, a ciência foi tomando outro rumo,
passando a se preocupar apenas com a parte física
da doença, o que levou a uma visão mecânica
do ser humano, a partir da qual ele é tratado como
uma máquina composta de órgãos.
Esta visão começa a ser questionada por
algumas correntes de profissionais, dentro da própria
medicina tradicional ocidental. Surgem linhas de pesquisa
e estudos que levam à compreensão das doenças
como manifestações não apenas do
corpo físico, mas também como expressões
de desequilíbrios decorrentes de descompensações
emocionais, psicológicas, energéticas e
até espirituais.
Dentro da medicina ocidental, podemos reunir estas correntes
de pensamento no que se denomina “medicina psicossomática”,
uma área que parte do princípio de que muitos
males físicos nos atingem porque transportamos
para o corpo os estados emocionais que não conseguimos
elaborar, resolver, aceitar, entender, ou “digerir”.
Isto causa a angústia, a depressão, a raiva,
a solidão e a frustração. Esta visão
psicossomática sugere que as doenças são
detonadas sempre pelo estado emocional, paralelamente
a terem um componente de fundo viral, bacteriano ou mesmo
predisposição genética. Os psicossomaticistas
explicam que a incapacidade de expressar os sentimentos
abre caminho para que fatores externos atinjam o organismo.
Um estudo feito nos Estados Unidos constatou que após
missões espaciais, os astronautas apresentavam
grande enfraquecimento do sistema imunológico,
definido pelo desaparecimento das células NK (responsáveis
pela defesa contra infecções graves e contra
o câncer). Nas viagens espaciais, os astronautas
passam por intenso stress emocional, provocado pelo medo,
solidão e grande responsabilidade a que são
submetidos. Na medida em que os astronautas voltavam às
suas atividades normais, as células NK iam, pouco
a pouco, se recuperando. Um outro estudo, realizado em
Israel, comprova que o riso e a alegria aumentam as células
NK.
Com estas e outras pesquisas comprovou-se que o stress
emocional baixa a resistência do organismo, por
meio de um processo neuroimunoendócrino, onde estímulos
cerebrais secretam hormônios que se refletem no
sistema de defesa. O processo funciona da seguinte forma:
os estados emocionais são decifrados pelo sistema
límbico (região do cérebro onde se
localizam as estruturas nervosas que interpretam os estímulos
emocionais). As reações ocorridas nesse
sistema têm duas saídas para o corpo: a via
nervosa e a via hormonal. A reação nervosa
é imediata e atinge os órgãos, como
por exemplo, o coração (taquicardia após
um susto). Mas a resposta hormonal é lenta, sendo
levada pelo sangue e atingindo todo o corpo. E é
esta que pode desempenhar papel decisivo no enfraquecimento
da defesa do organismo.
As modificações hormonais são comandadas
pelo hipotálamo (região do cérebro
que rege várias glândulas). Diante de situações
psico-emocionais estressantes, o hipotálamo faz
com que a glândula hipófise, a mais importante
do sistema endócrino, detone uma reação
em cadeia que libera vários hormônios, entre
eles os cotricosteróides. Em doses normais, eles
estimulam a ação imunológica. Mas
a liberação freqüente ativa outras
substâncias que podem alterar o sistema imunológico,
e desta forma baixar a produção das células
responsáveis pela defesa do organismo.
A partir desse ponto de vista, a doença física
pode ser entendida, até, como uma manifestação
positiva, para despertar a pessoa para outros problemas
até então passados desapercebidos. Ela pode
levar a pessoa para a possibilidade de rever a própria
vida, a própria personalidade, eliminando as mágoas
e frustrações, na busca de romper padrões
que impedem a realização de desejos e objetivos
de uma forma mais equilibrada, expressando e equilibrando
as emoções.
* Tania Resende é Psicóloga,
Terapeuta Holística, canal da Grande Fraternidade
Branca e de Seres Intergalácticos. Coordena e
dirige o Espaço Anima Mundhy – São
Paulo/SP.
E-mail:
tania@animamundhy.com.br
– Visite:
www.animamundhy.com.br
Junho/2009 – Lua Cósmica da Tartaruga do
Ano Tormenta Elétrica Azul
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o Divino nos outros.
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