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MEIO AMBIENTE
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BEM-VINDOS
AO MUNDO REAL!?!
* Cíntia
Barenho *
Enquanto o mundo,
ou melhor, os 188 países signatários da
Convenção sobre a Diversidade Biológica,
assinada na ECO-92, no Brasil, discutem em Curitiba/PR
estratégias e diretrizes para frear a destruição
da biodi-versidade, cabe questionar como os municípios,
em especial Pelotas está inserida nesse contexto?
Como a preservação e a conservação
dos ecossistemas locais vêm sendo desenvolvidas
e colaboram com a proteção da biodiversidade?
Pelotas, por meio do estuário da Laguna dos Patos,
faz parte de um complexo de zonas úmidas-banhados-importantes
para a ciclagem de nutrientes, alimentação
de aves migratórias, controle da vazão e
reciclagem de corpos d'água.
Um município com tamanha identidade hídrica
apresenta insuficiente preocupação com as
mesmas. O episódio recente de transposição
de águas, sem o devido, legal e obrigatório
licenciamento ambiental revelou isso. O fato de uma barragem
para armaze-namento de água visando o consumo urbano
se encontrar abaixo do nível aceitável é
muito preocupante não só para saúde
da população, como também para o
equilíbrio ecológico. Porém, a par
disso, o fato de não termos uma política
de manejo, conservação e preservação
dos corpos d'águas e nascentes é algo inconcebível
para um município com as características
ambientais aquáticas como Pelotas.
Não se pode simplesmente encarar esta situação
apenas com uma transposição de águas.
Devemos pensar e executar um programa integrado de preservação
e conservação dos mananciais, proteção
de suas matas ciliares e banhados, estratégias
conjuntas de saneamento e urbanização, de
forma sustentável.
Pelotas está vivendo um momento muito importante
que é a elaboração do seu III Plano
Diretor e essas questões devem ser debatidas e
construídas coletivamente pela sociedade, através
de seus conselhos representativos e pelo Poder Público,
em espaços democráticos, como as Audiências
Públicas e o Congresso da Cidade.
Carece a construção de Políticas
Ambientais, principalmente para a gestão das Águas.
Só assim poderemos pensar em começar a comemorar
o dia 22 de março, como o Dia Internacional
das Águas.
* Bióloga
e Mestranda em Educação Ambiental/FURG; integrante do
Centro de Estudos Ambientais (CEA) e membro do COMPAM
– Pelotas/RS.
E-mail: cintia.barenho@gmail.com
* foto / Carlos
Cogoy
VEJA TAMBÉM:
DECLARAÇÃO
UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA
ECOLOGICAMENTE
CORRETO
BOFF DISCUTE
AGENDA 21 NA COP-8
Ed. 53 - Março/2006 - Lua Solar do Jaguar do Ano Semente
Cósmica Amarela
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